Com velocidade máxima de cruzeiro de 235 ktas, o Cessna TTx é a aeronave homologada monomotora a pistão com trem de pouso fixo mais rápida do mundo. Ela descende das aeronaves Lancair ES e Columbia 400, cujo histórico está logo mais abaixo nesta matéria.

A aeronave possui uma estrutura construída de materiais compostos, ao contrário da maioria que são feitas com ligas de alumínio. A vida útil do TTx é certificada para 25000 horas de vôo. O programa de manutenção prevê inspeções estruturais periódicas até atingir este limite de horas voadas. A revisão do motor e hélice é a cada 2000 horas.
A asa possui uma assimetria no bordo de ataque. Essa característica atua na prevenção de estol e parafuso. A parte externa voa com menor ângulo de ataque do que a parte interna. Quando ela perde sustentação a parte externa ainda continua voando.
O cliente pode optar pelo sistema anti-gelo FIKI "Flight Into Known Icing". Ele compreende um revestimento metálico micro-perfurado nos bordos de ataque das asas e dos estabilizadores. Este revestimento libera uma solução de glicol que evita a formação de gelo.


Outras características da aeronave
- - Motor: Continental TSIO-550-C Twin-turbocharged de 310 HP
- - Teto de operação: 25000ft
- - Velocidade máxima de cruzeiro: 235 ktas (VNE 230 kias / VNO 181 kias)
- - Speedbrakes sobre as asas
- - Oxímetro de pulso: Após uma determinada altitude é gerado um alerta para que o piloto faça a verificação de sua oxigenação. Dependendo dos níveis de O² ele pode decidir pela utilização do gás comprimido ou se manter a uma altitude onde há níveis aceitáveis de Oxigênio
- - Garmin ESP (Electronic Stability Protection): Em uma curva com ângulo de inclinação acima de 45º o sistema gera um esforço contrário no manche, advertindo o piloto sobre a atitude insegura. O sistema também corrige o ângulo de ataque em casos de excesso de velocidade ou perda de sustentação
- - Garmin SVT - Synthetic Vision Technology
- - Sistema duplo de AHRS (Attitude and Heading Reference System)
- - Ar condicionado de série




















Alguns pontos históricos da Lancair, Columbia e Cessna
- - 1981: Ano de fundação da Lancair International Inc.
- - 1984 a 1989: Lançado o primeiro modelo, Lancair 200 (Motor Continental O-200), dando origem a linha de produção de aeronaves experimentais, seguidos pelos modelos Lancair 235 (Lycoming O-235), Lancair 320 (Lycoming O-320), Lancair 360 (Lycoming O-360), Lancair IV (Continental TSIO-550), Lancair IV-P (Versão pressurizada) e Lancair ES (Continental IO-550).
- - 1995: A Lancair International Inc. fundou a Pacific Aviation Composites, renomeada para Lancair Certified, dando início a produção de aeronaves certificadas.
- - 2003: A linha de produção de aeronaves experimentais foi vendida (mantendo o nome de Lancair International). Neste mesmo ano a Composite Technology Research Malaysia (CTRM) comprou uma participação majoritária da Lancair Certified.
- - 2005: Lancair Certified foi renomeada para Columbia Aircraft Manufacturing Corporation.
- - 2007: Aberta licitação de venda da Columbia Aircraft, tendo como participantes a Textron Inc., Cirrus Design, Versa Capital Management e Park Electrochemical Corp. No mesmo ano a Columbia Aircraft anunciou que a Textron compraria a empresa, unindo-a com a sua divisão Cessna.
Evolução da Aeronave
- - Lancair ES (Final dos anos 80): Aeronave experimental derivada do Lancair IV com trem de pouso fixo, sendo comercializado em forma de "kit homebuilt".
- - Lancair LC40-550FG (Lancair Certified, Model 40, Continental 550 engine, Fixed Gear, 1998) - Versão homologada comercializado sob o nome de Columbia 300.
- - LC41-550FG Columbia 400 (2003) - Versão com "Glass Cockpit" e motor turbo-alimentado.
- - LC42-550FG Columbia 350 (2004) - Basicamente um modelo 300 com as atualizações de aviônicos do 400.
- - Cessna 350 e 400 (2007) - Nova designação comercial adotada pela Textron. O modelo 300 (LC40) já estava fora de produção.
- - Corvalis e Corvalis TT (Twin Turbocharged, 2009) - Nova designação comercial dos modelos 350 (LC42) e 400 (LC41). A origem do nome vem da cidade de Corvallis (EUA), onde a Cessna possuía na época a linha de produção da aeronave, transferida posteriormente para Kansas (EUA) e Chihuahua (México).
- - Cessna T240 TTx (2013) - Homologado agora como modelo T240, incorporou novos aviônicos e novo acabamento interno.
A TAM Aviação Executiva representa no Brasil a Cessna e a Bell Helicopter, ambas empresas da Textron Aviation. A Timbro Trading, especializada em comércio exterior, cuida dos trâmites burocráticos na importação das aeronaves.
Aeronaves registradas no Brasil
- Columbia 350 (LC42-550FG)
PR-BEM (S/N 42011)
PR-APX (S/N 42012)
PR-CVM (S/N 42508)
- Cessna 350 (LC42-550FG)
PR-RNJ (S/N 421001)
PP-LUZ (S/N 421002)
PT-TLA (S/N 421003)
PP-BCM (S/N 421007)
- Columbia 400 (LC41-550FG)
PR-CAW (S/N 41070)
PR-NVL (S/N 41089)
PR-EZE (S/N 41627)
PR-BBX (S/N 41771)
PR-CRQ (S/N 41774)
- Cessna 400 (LC41-550FG)
PP-NEW (S/N 411014)
PR-WLS (S/N 411045)
- Cessna Corvalis TT (LC41-550FG)
PR-TEP (S/N 411153)
- Cessna TTx (T240)
PT-MLV (S/N T24002025)
PR-SSR (S/N T24002028)

Semelhanças com as aeronaves Cirrus SR20/22? Não é mera coincidência!
De 1994 a 2001 a Nasa realizou o "Advanced General Aviation Transport Experiments (AGATE)", programa cujo objetivo era de dar fôlego à aviação geral estadunidense que estava em declínio desde os anos 70. As aeronaves em operação tinham em média 30 anos de uso, com tecnologias inalteradas desde os anos 50. O programa ajudou os construtores a aumentarem a qualidade de seus projetos, aplicando novas tecnologias e facilitando os processos de homologação e certificação de seus produtos. O AGATE era um grupo liderado pela Nasa com participação de governos, fornecedores, universidades e construtores aeronáuticos, dentre eles a Lancair Internacional e a Cirrus Design.
Mais informações sobre o AGATE: